Página Inicial
  Patrimônio Pé de Ouvido
  Projeto
  Quem Participa
 
  Blog
  Contato
     
 


 
  Este projeto é uma criação coletiva de um grupo de profissionais da cidade de Pelotas/RS, com muitas afinidades sobre o tema Cultura, entendendo o fazer cultural, também, como uma fonte geradora de emprego e renda. Entretanto, acima de tudo, crêem no trabalho em prol do patrimônio material e imaterial como forma de preservação da identidade de um povo.  
     
 

Alessandra Ferreira (personagem:
Francisca Xavier)
ALESSANDRA FERREIRA – produtora cultural com atuação na cidade de Pelotas há 10 anos, destacando-se o trabalho de produção executiva em Projetos como Feira do Livro, Carnaval de Rua e de música independente no município. Atuou como Diretora de Planejamento e Projetos da Secretaria Municipal de Cultura, no período entre 2005 e junho de 2007. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura. No Pé-de-Ouvido esteve à frente de todo o processo de produção executiva.
 
     
  Foi uma das responsáveis pela a criação e redação de roteiros e pela edição e finalização dos programas.

Interpretou Francisca de Paula da Silva Xavier, esposa de Rodolpho Xavier.

“Quando escrevemos este Projeto para participar da seleção pública do Monumenta/Unesco, não tínhamos a real dimensão que ele tomaria em nossas vidas. Hoje ao escrever essas linhas me permito dizer que foi a segunda maior e melhor loucura que cometemos todos juntos. Ter criado um Rodolpho, baseado na vida e na obra intelectual de alguém que muito disse e atuou pela etnia negra e pelas causas operárias, que viu e descreveu uma cidade muito diferente da Pelotas atual foi uma tremenda responsabilidade. Dosar todos os assuntos, por vezes ácidos, foi um desafio. Agradeço aos radialistas, atores, atrizes, e todas as pessoas que estiveram gravando, durante os quatro meses desse processo, pela compreensão, dedicação e seriedade.

Faço um agradecimento muito especial ao Fábio Corrêa dedicado funcionário da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas, pelas intermináveis horas de gravação e edição. Tua percepção, sensibilidade e responsabilidade tornaram o trabalho mais fácil. Valeu mesmo!!!

Mas a figura mais especial foi sem dúvida nenhuma, a dona Isabel Souza, embora tenhamos nos encontrado somente duas vezes, elas foram marcantes. Sua aparição iluminou o cotidiano que tantas vezes esteve turvo, suas palavras e seu orgulho pelo padrinho e tio Rodolpho Xavier, foram o retorno positivo que tantas vezes falta para quem vive e trabalha com cultura. Espero que realmente a justiça tenha sido feita, dona Isabel.
E antes de encerrar, preciso dizer que o trabalho de emprestar minha voz para Francisca era inimaginável. Na verdade ocorreu o contrário: foi ela quem me emprestou sua doçura e ternura, tenho convicção. Obrigada.”


LÚCIO XAVIER – Produtor Cultural e Historiador. Atualmente reside e trabalha na cidade de Curitiba, no Paraná. Atuou em duas gestões da Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas: de 2002 a 2004, na Coordenadoria de Manifestações Populares, destacando-se a organização e a produção do Projeto Carnaval de Rua, e de 2005 a 2007, como Diretor de Livro e Leitura, com destaque para os Projetos da Feira do Livro e do Prêmio Literário João Simões Lopes Neto.

No Patrimônio-Pé-De-Ouvido participou da redação e elaboração do projeto que concorreu ao edital de financiamento. Foi um dos responsáveis pela pesquisa histórica e pela criação e redação dos roteiros dos programas. A configuração do personagem Rodolpho Xavier, o qual narra os 32 programas do projeto, foi elaborada a partir dos dados que compõem o seu Trabalho Acadêmico, apresentado ao Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas, como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em História do Brasil, em 2007, intitulado Rodolpho Xavier: Memória e flânerie como instrumentos para a organização e a emancipação de negros e operários em Pelotas.

“Certa vez, ao prefaciar um de seus livros, o Historiador Robert Darnton descorria sobre a prática da pesquisa histórica, chegando à conclusão de que a reconstrução de mundos é uma das tarefas essenciais do Historiador e que ele não a empreende pelo estranho impulso de escarafunchar arquivos e farejar papel embolorado, mas sim para conversar com os mortos. Dessa forma, pode-se ter o privilégio de auscultar almas mortas e avaliar as sociedades por elas habitadas. Para Darnton, se rompermos todo contato com esses mundos perdidos, estaremos condenados a um presente bidimensional e limitado pelo tempo e, assim, achataremos nosso próprio mundo.

Quando eu estava no terceiro ano do curso de História, ansioso e indeciso em relação à escolha do tema para minha monografia, resolvi ir até a Bibliotheca Pública Pelotense fazer contato com estes outros mundos e, quem sabe, conversar com alguns mortos. Foi nesse dia que conheci Rodolpho Xavier. Tivemos uma primeira conversa rápida; Rodolpho falava sobre o preconceito de cor em Pelotas e defendia suas idéias com espantosa veemência. Naquela primeira conversa, entre um vivo e um morto, preferi não buscar novos assuntos, precisava de uns dias para digerir aquele primeiro contato. Na semana seguinte voltei à biblioteca, e depois no dia seguinte, e assim sucessivamente aumentava a vontade de conversar com Rodolpho. Eu havia encontrado o tema para a monografia, mas além disso, Rodolpho não retornaria mais à sepultura; o limite temporal estava quebrado. Aquele velho cronista do jornal A Alvorada passou a fazer parte da minha vida e da vida dos que me cercavam. Era como se esse encontro entre passado e presente tivesse criado uma amizade; a cada pesquisa, a voz do cronista parecia viva naquelas páginas amareladas. Em cada dado biográfico descoberto, criava-se a sensação de uma nova intimidade, tal qual um encontro real. Quando o projeto passou para a fase de definições de formato e conteúdo, quando se decidiu por um narrador-personagem, que contaria o passado de uma Pelotas, muitas vezes obscurecido e mesmo ausente na historiografia oficial da cidade, logo percebi o tamanho da responsabilidade daquela função e, assim como a maioria das pessoas faria, propus delegá-la à competência de um velho amigo. Era hora de, mais uma vez, cruzar os mundos e auscultar a alma de Rodolpho, que sem dúvida completou e deu sentido à verdadeira alma do projeto Patrimônio-Pé-De-Ouvido”.
 
 



 
 
LUANA QUADROS – atuou pelo período de 10 anos como contato comercial do jornal Diário Popular. Trabalhou na produção executiva do Projeto Música Patrimônio Vivo, da Sociedade Pelotense Música Pela Música – SPMM -, aprovado e executado via edital do Programa Monumenta/UNESCO. Atualmente tem realizado a produção executiva de produções culturais locais, estaduais e nacionais, em Pelotas/RS, destacando-se as produções do Coro e Orquestra da SPMM.

Giamarê e Luana Quadros
 
     
 

No Patrimônio Pé-de-Ouvido, atuou como contato executivo junto às emissoras de rádio e radialistas envolvidos e como uma das responsáveis pelas edições dos programas.

“Emoção a flor da pele.
Assim resume a minha participação neste Projeto. Vivenciar, por meio das histórias contadas, uma época de tantas diferenças, onde tudo parecia puro, e ao mesmo tempo, árduo com a exploração da etnia negra, conforme Rodolpho Xavier destacava com veemência na sua luta pela classe operária e irmãos de cor.

Sentir a emoção quando me deparei com os olhos da sobrinha do protagonista desta história, que foi contada num curto período, para mim pareceu um longo tempo.
Espero que como Rodolpho Xavier percorreu as ruas da nossa Princesa durante os séculos 19 e 20, neste período de Projeto possamos ter nos encontrado, como a história que nunca acaba.”

 
 



 
 

Fábio Corrêa, Jeni Ferreira
e Igor Simões
IGOR SIMÕES – Produtor Cultural, ator, licenciado em artes visuais e mestre em educação.

Foi professor de história da arte e metodologia do ensino da arte no Instituto de Arte e Design da Universidade Federal de Pelotas. Foi diretor de artes Visuais na Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas. Atualmente presta assessoria para o Instituto João Simões Lopes Neto. No projeto Patrimônio-Pé- de- Ouvido foi um dos responsáveis pela criação de roteiros, trabalhou como ator interpretando alguns dos personagens e realizando a direção das gravações.


“Memória não é apenas a lembrança do que se viveu. A memória muitas vezes é feita do que se compartilha, do
 
 

que perpassa o presente mesmo que o passado não tenha sido vivido.

Mas a memória, às vezes produz apagamentos. Apagamentos como aquele que poderia fazer desaparecer os feitos de um homem negro (como eu), que tanto trabalhou na promoção de suas crenças e na luta pelo acesso em tempos de interdição: Rodolpho Xavier.

Só por ter dado fala a Rodolpho e suas andanças este projeto já seria uma marca na trajetória profissional de quem escolheu a cultura e seus fazeres como lugar de estudo, de trabalho, de vida, como eu.

Mas não era apenas o Rodolpho. Era o Rodolpho, a cidade e o seu mundo de coisas, objetos, construções e espíritos. Era parir roteiros que permitissem o encontro do público (as pessoas da cidade) e algumas histórias. Na maioria das vezes histórias para ser recontadas, ditas de outra maneira, a partir de olhares deixados de fora das páginas que constroem a cidade (que eu construo, que me constrói).

Isto custou tempo, sono, intelecto. Mas isso tudo trouxe a certeza que primeiro, e acima de tudo, como diria o Rodolpho: “A justiça sempre é feita” e segundo - mas não por último - de que uma profissão tem que ser tecida com o que nos move, com parceiros que nos impulsionam, para que no fim de um dia de trabalho, ou de um projeto como este, se possa sentir de que as coisas só acontecem quando se acredita nelas.”

RAFAEL VARELA - tem 23 anos, é natural de Pelotas e é formado em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, pela Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas. Atualmente coordena o departamento de jornalismo da TV Nativa, afiliada à Rede Record de Televisão em Pelotas, onde também atua como apresentador e repórter.

O engajamento ao projeto Patrimônio Pé-de-Ouvido, no qual colaborou como pesquisador e auxiliou na produção de alguns roteiros, se deu por meio de um convite. Uma experiência que considera ter enriquecido bastante para seu intelecto. Com o projeto passou a conhecer melhor Pelotas, aliando história - que adora - com jornalismo, que é sua paixão.

 
 

 
 

Radialistas – participaram, na condição de convidados, radialistas das 5 emissoras envolvidas. Alguns se iniciam na profissão, outros aposentados do ofício, e ainda, aqueles que fazem a notícias e a história do rádio AM na cidade de Pelotas/RS, deram-nos o prazer do convívio.

Profissionais das rádios Pelotense, Cultura, Tupanci, Universidade e Nativa:

 
     
 
Adalim Medeiros, Carlos Machado, Carolina Malhão, Cláudia Rodrigues, Cláudio Silva, Cleuza Pimenta, Edson Luís Planella, Fátima Salois, Fernando Monassa, Henrique Pires, João Luiz Fichel, Jorge Malhão, José Maria Marques da Cunha, José Valerão, Otávio Soares, Paulo Couto, Roberto Engel, Robson Pintanel, Rogéria Borges, Sérgio Corrêa, Thelmo Freitas, Wanda Leite e Wolney Castro.

Robson Pintanel
 
     
  Elenco
Atores, atrizes e convidados emprestaram suas vozes aos inúmeros personagens que compuseram os 32 programas.

No papel dos principais narradores estiveram:

Iuri Melo Valente interpretou Rodolpho Xavier, criança.

Alex Ramirez como Rodolpho Xavier.

Alessandra Ferreira como Francisca de Paula Xavier.

Giamarê (Ligiamar Brochado) interpretou Eva Inácio Xavier.

Gil Soares (Gilvan Soares) como Antônio Baobab.

 
     
 


Alex Ramirez (Alex Ramires Eslabão)
protagonista Rodolpho Xavier

Aceves Moreno, Ana Elisa Kratz, Arthur Lange Neto, Bartira Franco, Cláudio Ferreira, Conrado Ferreira, Edu DaMata, Fábio Corrêa, Fabrício Gomes, Gê Fonseca, Igor Simões, Jeff Almeida, Jeni Ferreira, Leandro Vilar Santos, Lúcio Alves, Marcelo Pereira, Mário Mattos, Paula Pereira, Rafael Varela, Renata Wotter, Samanta Sopeña, Sérgio Sisto, Tabajara Carvalho, Ubirajara Cunha e Vagner Vargas.
 
 



Crianças – Clara Fernandes, Eduardo Dellagostin, Maitê Ribeiro Moreira, Otávio Ferrer e Samuel Porcellis.

Roteiros - Alessandra Ferreira, Alex Ramirez, Igor Simões e Lúcio Xavier

Produção de Textos e Pesquisas - Cíntia Vieira Essinger, Érica Lima, Fernanda Oliveira, Igor Simões, Leandro Betemps, Lúcio Xavier, Maiquel Rezende, Margareth Acosta Vieira, Rafael Varela, Renata Porcellis e Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural, da Universidade Federal de Pelotas.

Pesquisa Trilhas e Ruídos - Renata Porcellis e Sérgio Sisto

Operação de Edição e Finalização - Fábio Corrêa

Edição e Finalização - Alessandra Ferreira, Fábio Corrêa, Igor Simões, Luana Quadros e Renata Porcellis

Estúdio - Estúdio de Rádio da Escola de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas

Direção de Gravações - Igor Simões

Locução - Larissa Lauffer Reinhardt e Renata Porcellis.

Projeto Gráfico Visual - Nativu Design [www.nativudesign.com.br]

Produção Executiva - Alessandra Ferreira e Luana Quadros

Produção Cultural - Ato Produção Cultural

 
     
     
 
 
  Página Inicial | Patrimônio Pé de Ouvido | Rodolpho Xavier | Programas de Rádio | Blog | Contatos  
                  
  © Patrimônio Pé de Ouvido 2008 | Todos os direitos reservados